AMOR, TOLERÂNCIA E “RE-UNIÃO”

É bem verdade que hoje vivemos num mundo de pluralidade, modificações constantes e informações que se modificam a todo instante, é a Globalização, a Internet, a TV, a arte, o cinema, a música, a indústria, enfim, tudo hoje parece viver uma inquietude infindável.

A cada dia torna-se mais importante que você mantenha-se atualizado, preparado, informado.

Tudo hoje evolui de uma forma assustadora e quem não se enquadra nestes padrões estará, fatalmente, fadado ao fracasso na sua vida pessoal e profissional.

Por causas “desconhecidas”, fizemos questão de retirar Deus de nossas vidas, não falamos mais em Deus nas escolas, nos meios de comunicação, no trabalho, nas nossas conversas pessoais.

FALAR DE DEUS HOJE É CARETA OU, NO MÁXIMO MODISMO.

Hoje, mais do que nunca, creio eu, o fenômeno religioso virou nada mais que um modismo, um “modismo brega” por assim dizer. É moda falar de Deus, mas uma moda dos “excluídos”. Deus hoje, mais do que nunca, virou algo como um tabu, quem fala de Deus hoje não passa de um carola, de um fraco, que precisa se isolar na suposta existência de um Deus no qual projetamos tudo aquilo o que desejamos ser, mas não conseguimos pela nossa condição frágil.

Uma moda excluída de todos os principais círculos sociais.

Tal pensamento talvez provenha do fato de que temos a infeliz tendência de colocar Deus “dentro de uma caixinha”, tentando fazer com que Ele se enquadre naquele pensamento que temos a respeito dele.

Temos a tendência de “salvar” a Deus e esquecemos que de fato é Ele quem nos salva.

Falo isso porque tendemos sempre a elaborar teorias e fazer conjecturas sobre Deus, contudo, por muitas vezes esquecemos de nos ater realmente ao principal objeto de nossos pensamentos, ou seja, esquecemos de Deus.

Perceba que, muitas vezes quando falamos de Deus, muitas vezes, já temos nossa “idéia” sobre quem achamos que Ele é, ou pelo que ouvimos dos outros, ou pelo que nossa religião nos falou que Ele é, nunca paramos para nos questionar sobre esse ponto de vista, na maioria das vezes aceitamos a forma de pensar dos outros, até sem um mínimo pensamento crítico, todavia, Deus é e sempre será infinitamente maior do que toda e qualquer idéia que fizermos dEle.

Muitas vezes por essas razões nos esquecemos do principal que é o “sentir a Deus”, pois achamos que, já que temos as teorias e idéias já sabemos tudo de Deus e nada mais precisamos fazer.

Note bem, que nosso sentir não pode nunca estar ligado tão somente aos pensamentos e idéias que temos sobre Deus, para que possamos sentir amor, precisamos antes de tudo conhecer a quem amamos a fundo e não somente pelo que a boca dos outros nos foi dito.

Quando chegamos a amar alguém é porque, na maioria das vezes, já conhecemos muito da mesma e é isso que faz com que o amor perdure, veja bem, que não começamos amar a ninguém somente pela impressão que nos passam daquela pessoa, mas sim pelas conclusões que nós mesmos chegamos sobre a mesma.

Você deve, agora, estar se perguntando como faremos isso com Deus, já que Ele não se encontra entre nós na sua presença física, ou seja, como amar a alguém que nunca vimos ou ouvimos.

É fácil, pois Deus está em todos os lugares e, em todos os momentos da sua vida Ele está a seu lado.

Basta que você O sinta.

O amor de Deus está sempre presente em todos os momentos de nossas vidas, no olhar do irmão, no sorriso puro da criança, na beleza cristalina da água, no doce odor das rosas do campo, no brilho rubro do anoitecer que desponta no horizonte com chamas a bruxulear pela imensidão do céu...

O amor de Deus é paz, alegria, tranqüilidade, força.

Para encontrarmos esta tão sonhada paz necessitamos de 2 elementos básicos: AMOR E TOLERÂNCIA.

Nestes novos tempos em que vivemos precisamos cada vez mais de amor e tolerância, para que possamos nos compreender, nos reunir e vivermos momentos de paz.

É só com muito amor que conseguiremos a tolerância, por conseguinte é só com muita tolerância que conseguiremos nos reunir e vivermos em paz.

Quem ama tolera!

E a tolerância tornou-se, mais do que nunca, a “mola-mestra” do bem-viver, pois, somente com ela poderemos ultrapassar as barreiras que nossas diferentes formas de pensar e agir nos impõe tão incisivamente.

Saber compreender o próximo e amá-lo mesmo que ele não concorde com suas idéias e atitudes, apresenta-se hoje como um dos maiores desafios do ser humano contemporâneo.

Nossa sociedade hoje é injusta e, mesmo com tantos anos de evolução, a lei da selva prevalece, e concluímos que ainda não aprendemos a respeitar as diferenças.

A verdadeira formação do caráter do indivíduo hoje passa por duras provas profissionais e intelectuais, mas não se envereda jamais pelo campo religioso.

O ser humano hoje cresce hoje para ser o melhor, não importando o que ele tenha que fazer para conseguir isso.

“Os fins justificam os meios”.

Esta frase de Maquiavel mostra-nos bem o pensamento da sociedade de hoje.

E Deus onde fica?

Devemos então procurar trazer Deus cada vez mais para nossas vidas devemos nos amar mais, nos tolerar mais, nos unir mais.

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